O homem das Ilhas do Verão prometeu que o faria, e deu um suave beijo em seus dedos quando se retirou. Jhiqui mostrou-lhe o caminho, enquanto Sor Jorah Mormont permaneceu com Daenerys.
–
– Que espalhe – Dany respondeu. – Que o mundo inteiro conheça as minhas intenções. O Usurpador está morto, o que importa?
– Nem todas as histórias de marinheiro são verdadeiras – alertou-a Sor Jorah –, e mesmo se Robert estiver realmente morto, o filho governa em seu lugar. Isso, na verdade, nada muda.
– Isso muda
– Os grandes senhores sempre lutaram. Diga-me quem ganhou, e direi o que isso significa.
– Sei de tudo isso – Dany tomou as mãos do cavaleiro nas suas e olhou em seus olhos escuros e desconfiados.
– Tal como era o do seu irmão – ele retrucou com teimosia.
– Eu não sou Viserys.
– Não – o cavaleiro admitiu. – Penso que há na senhora mais de Rhaegar, mas mesmo Rhaegar podia ser morto. Robert provou isso no Tridente, apenas com um martelo de guerra. Até os dragões podem morrer.
– Os dragões morrem – ela ficou na ponta dos pés para lhe dar um pequeno beijo no rosto por barbear. – Mas a mesma coisa acontece aos matadores de dragões.
Bran
Meera movia-se num círculo cuidadoso, com a rede pendendo, solta, da mão esquerda, e o esguio tridente equilibrado na direita. Verão seguia-a com seus olhos dourados, mantendo-se virado para ela, com a cauda erguida bem alto, hirta. Observando, observando…
– Iai! – gritou a garota, erguendo o tridente. O lobo esquivou-se para a esquerda e saltou antes que ela conseguisse puxar a arma. Meera lançou a rede, fazendo-a desenrolar-se no ar à sua frente. O salto de Verão levou-o para dentro dela. Arrastou a rede consigo quando caiu sobre o peito da menina e a fez cair para trás. O tridente rodopiou para longe. A grama úmida amorteceu a queda, mas o ar saiu de seus pulmões num “uf”. O lobo agachou-se sobre ela.
Bran aplaudiu:
– Perdeu.
– Ela ganhou – disse o irmão, Jojen. – Verão está enredado.
Bran viu que o garoto tinha razão. Agitando-se e rosnando contra a rede, tentando se libertar, Verão só conseguia se enredar mais. E também não era capaz de morder através das malhas.
– Deixe-o sair.
Rindo, a menina Reed abraçou o lobo enleado e rolou junto dele. Verão soltou um ganido de dar dó, escoiceando as cordas que prendiam suas patas. Meera ajoelhou-se, desfez uma volta, deu um tranco num canto, puxou habilmente aqui e ali, e de repente o lobo gigante estava aos saltos, livre.
– Verão, aqui – Bran abriu os braços. – Olhem – ele disse, um instante antes de o lobo esbarrar nele. Agarrou-se com todas as suas forças enquanto o animal o arrastava aos encontrões pela grama. Lutaram e rolaram, um rosnando e latindo, o outro rindo. No fim, foi Bran quem ficou por cima, com o lobo salpicado de lama por baixo. – Bom lobo – arquejou. Verão lambeu sua orelha.
Meera balançou a cabeça.
– Ele alguma vez se zanga?
– Comigo, não – Bran agarrou o lobo pelas orelhas e Verão lançou-lhe uma mordida feroz, mas era tudo brincadeira. – Às vezes rasga minha roupa, mas nunca derrama sangue.
– O s