— Ora, Phillip, isso não é necessário e você tem muito o que fazer. Não me agradaria desperdiçar seu tempo.

— Sim ou não?

McFay suspirara.

— Você é um homem difícil, Phillip. Está bem.

— E também se eu puder ler o último capítulo, de graça... amanhã, por exemplo. Acerte tudo com Nettlesmith.

McFay protestara:

— Se eu tenho de pagar a quantia espantosa de oito dólares, você também tem de contribuir!

— Neste caso, nada de entrevista e comunicarei tudo a Sir William.

Ele sorriu para si mesmo, recordando a expressão azeda de McFay, quando seus pensamentos foram interrompidos por Chen:

— Chá, amo, muito, depressa, depressa.

Tyrer voltou a se concentrar em Nakama. Chen pôs a bandeja na mesa, não mais carregando o cutelo, embora o deixasse ao seu alcance fácil, no outro lado da porta. Tyrer serviu o chá para os dois, acrescentou leite e açúcar e tomou um gole da mistura escura e escaldante, com intensa satisfação.

— Assim é melhor. — Hiraga imitou-o. Teve de recorrer a toda a sua força de vontade para não cuspir a beberagem quente, e engolir o líquido de gosto mais horrível que já experimentara na vida.

— Bom, não é? — disse Tyrer, com um sorriso radiante, enquanto terminava sua xícara. — Quer mais?

— Não, obrigado. Costume inglês, sim?

— Inglês e americano, sim, não francês. Os franceses... — Tyrer deu de ombros- — Eles não têm o menor gosto.

Ah, so ka? — Hiraga percebera o ligeiro desdém. — Francês não igual a inglês?

Ele fez a pergunta com fingida inocência, sua fúria contida para mais tarde.

— Claro que não, nem um pouco. Eles vivem no continente, nós temos uma Iha-nação, como vocês. Costumes diferentes, comidas diferentes, governo diferente, tudo diferente, e ainda por cima a França é uma pequena potência, em comparação à Inglaterra.

Tyrer pôs mais açúcar, mexeu, satisfeito consigo mesmo porque a raiva de Nakama parecia ter se dissipado.

— Somos muito diferentes.

— Ser mesmo? Inglês e francês fazer guerra?

Tyrer riu.

— Dezenas de vezes, ao longo dos séculos, mas também aliados em outras guerras... fomos aliados no último conflito.

Ele falou brevemente sobre a Criméia, depois sobre Napoleão Bonaparte, a Revolução Francesa e o atual imperador, Luís Napoleão.

— Ele é sobrinho de Bonaparte, um absoluto bufão. Bonaparte não era um bufão, mas sim um dos homens mais diabólicos que já nasceram, responsável por centenas de milhares de mortes. Se não fosse por Wellington, Nelson e nossos soldados, ele teria dominado o mundo. Está compreendendo tudo isso?

Hiraga acenou com a cabeça.

— Não todas palavras, mas compreender. — Ele absorvera a essência e sentia-se espantado, não podia entender por que um grande general deveria ser considerado diabólico. — Por favor, continuar, Taira-san.

Tyrer continuou a falar por algum tempo, mas logo encerrou a aula de história e declarou:

— Agora, vamos ao seu problema. Quando deixou a Yoshiwara, os guardas de lá não criaram problemas?

— Não. Fingir levar legumes.

— Boa idéia. Ah, por falar nisso, falou com Raiko-san?

— Sim. Fujiko não possível amanhã.

— Ahn... Não importa.

Tyrer deu de ombros, morrendo por dentro. Mas Hiraga notou o profundo depontamento e saboreou-o. Sonno-joi, pensou ele, sombrio. Tivera de comprar pessoalmente os serviços de Fujiko, mas não se importava. Raiko dissera: “Já que você paga bem, embora não os preços dos gai-jin, eu concordo e ele deve deitar com ela no dia seguinte. Não quero que encontre outra...”

Tyrer estava dizendo:

— Nakama-san, a única maneira de você poder ficar seguro aqui é não sair. Não vou mais enviá-lo à Yoshiwara. Deve permanecer aqui, dentro da legação.

— Melhor, Taira-san, eu ficar aldeia, encontrar casa segura. Dentro cerca mais seguro. Cada dia vir amanhecer ou quando quiser, ensinar e aprender Taira-san ser muito bom sensei. Isso solucionar problema, sim?

Tyrer hesitou, não querendo afrouxar o controle, mas também não desejando mais tê-lo tão perto.

— Está bem, mas se primeiro você me mostrar o local exato e não se mudar sem me avisar.

Uma pausa, Hiraga acenou com a cabeça em concordância e disse:

— Eu concordar. Por favor, dizer soldados bom eu ficar aqui e aldeia?

— Claro, farei isso. Tenho certeza que Sir William vai concordar.

— Obrigado, Taira-san. Dizer soldados também se atacar de novo eu virar katana.

— Não fará nada disso! Eu proíbo, Sir William já proibiu! Nada de armas nada de espadas!

— Por favor, dizer soldado não atacar, por favor.

— Está bem, farei isso, mas se usar espadas aqui será morto, eles atirarão em você!

Hiraga deu de ombros.

— Por favor, não atacar. Wakatta?

Tyrer não respondeu. Wakatta era a forma mais imperiosa de wakarimasu ka: Você compreende?

Domo.

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