Concordo com tudo o que solicitou: juro solenemente e concordo por livre e espontânea vontade em renunciar a toda e qualquer reivindicação à herança de seu filho, concordo em nunca mais usar o título de Sra. Struan, concordo que sou católica e nunca fui casada de acordo com a minha Igreja, concordo em nunca mais pôr os pés em Hong Kong, exceto para uma baldeação, e nunca mais tentar entrar em contato com você, ou qualquer pessoa de sua família, concordo em me retirar destas instalações dentro de uma semana, e aceito, com sinceros agradecimentos, a oferta de um fundo que me dará dois mil guinéus por ano, até minha morte.
O espaço para sua assinatura estava em branco e, abaixo, ela escrevera confirmada como assinatura autêntica por Sir William Aylesbury, ministro no Japão, com outro espaço em branco para a assinatura e a data. Gornt levantou os olhos.
— Não pode estar falando sério. Isto entrega tudo a ela.
— Não me aconselhou a aceitar as condições dela?
— É verdade, mas disse para chegar a um acordo... renegociar.
— Não esqueci. Se você concorda, pedirei a Sir William para testemunhar agora, antes de sua partida. O Dr. Hoag prometeu levá-la esta noite, no mesmo navio em que você vai viajar. Assim, a carta estará lá quando você chegar.
— Mas sabe que isto cede tudo... como eu, ou qualquer outra pessoa, poderia negociar em seu nome?
— Há uma segunda página.
Angelique tirou-a da caixa, entregou-a, abriu o leque, começou a se abanar. Gentilmente.
Gornt tornou a se concentrar. A letra não era tão precisa, e havia manchas aqui e ali... poderiam ser manchas de lágrimas?, ele perguntou a si mesmo.
Prezada Sra. Struan:
Por motivos óbvios, esta parte deve ser separada, ficar só entre nós, pois não é da conta de Sir William. Mais uma vez, agradeço por sua generosidade. A gentil oferta de mais mil guinéus, se eu recasar, ou apenas casar, como diria, dentro de um ano, não posso aceitar, porque não tenciono recasar ou casar, qualquer que seja o termo que considere correto...
Ele tornou a levantar os olhos, aturdido.
— É esta a minha resposta?
O leque adejou.
— Termine a carta.
Os olhos de Gornt desceram apressados pela página.
Diante de Deus não posso evitar a convicção de que fui casada, embora renuncie por livre e espontânea vontade a qualquer pretensão pública e legal a esse estado. Não assumirei outro... não desejo magoá-la ou ofendê-la, mas quanto a casar de novo... não. É minha intenção, assim que for possível, instalar-me em Londres, porque me sinto mais inglesa do que francesa, a língua de minha mãe era o inglês, não o francês, minha tia foi minha verdadeira mãe.
Nunca mais usarei o título de Sra. Struan, como concordei, mas não posso evitar que outras pessoas se refiram a mim como tal. Sir William não aceitará Angelique, ou Angelique Richaud, e insiste que eu assine como Sra. Angelique Struan, née Richaud, para tornar o acima compulsório, pois segundo ele, e seu entendimento da lei inglesa, é esse o meu atual nome legal, até que eu torne a casar.
— Ele disse isso? — perguntou Gornt, em tom brusco.
— Não, mas o Sr. Skye garante que ele concordaria, se lhe for pedido.
— Hum...