— Sinto muito, difícil explicar, ainda não ter palavras suficientes. Apenas gracejo, gracejo homem-mulher, entende?
— Wakarimasu. Igreja hoje, você gostar?
Com a aprovação de Sir William e o ansioso consentimento do reverendo Michaelmas Tweet, ele levara Hiraga para a galeria do coro. Vestindo as suas novas roupas ocidentais, aprontadas com a habitual e inacreditável rapidez pelo alfaiate japonês, Hiraga passava por eurasiano, mal sendo notado. A não ser por Jamie McFay, que piscara discretamente.
— Igreja boa, sua explicação também — respondeu Hiraga.
Por dentro, no entanto, ele ainda tentava colocar todas as informações de Tyrer na devida perspectiva, assim como a espantosa visão de todos aqueles homens adultos e duas mulheres de aparência repulsiva, cantando em uníssono, levantando, sentando, entoando solenes as orações, inclinando a cabeça, para o Deus muito estranho dos
— So ka? — dissera Hiraga, perplexo. — Assim, Taira-san, mulher nome Madona não deus tem filho Deus... mas ela não Deus... e ela deitar com kami que não Deus, mas como hatomoto de Deus com asa, que não marido, e marido que também não Deus, mas pai é, assim pai de seu filho ser avô, neh?
— Não, não houve travesseiro. Deve entender...
Ele tornara a escutar e acabara fingindo que compreendia, a fim de poder interrogar Taira sobre a hostilidade entre as duas igrejas, pois notara que a mulher de Ori não se encontrava presente ali, e perguntara por quê. Duas igrejas, igualmente poderosas, sempre em guerra! E Ori queria que eu renunciasse a essas informações. Baka!
E quando, a cabeça doendo de tanta concentração, ele descobrira a razão para o cisma — e a resultante escalada de ódio, matanças e guerras universais —, tivera certeza de que em algumas áreas os
Os bárbaros estão além da compreensão. Quem poderia querer ir para um lugar assim? Qualquer um podia perceber que o velho bonzo era como qualquer outro tolo ambicioso e descontente, que apenas queria, depois de uma vida inteira fingindo ser casto, ter uma esposa ou concubina, como qualquer bonzo ou homem comum que tivesse um pouco de sensatez.
— Taira-san — murmurara ele, atordoado —, precisar banho, massagem,
A princípio, ele se preocupara com o convite. O ancião da aldeia, o
— Ah, como é maravilhoso falar
— Pode cuidar para que os criados sejam seguros?
— Será protegido como se fosse da minha família. Como segurança extra, sugiro que reserve o restaurante inteiro e que mande esse Taira falar apenas japonês na casa de banho. Você diz que aprende depressa?
— E muito.
— Seus segredos estão seguros comigo.
Hiraga sorriu, ao recordar o fervor com que o
Baka!
Tyrer continuava a comer, com a maior voracidade. Embora ainda estivesse com fome, Hiraga apenas remexia a comida, de acordo com o costume e treinamento japonês tradicional, de se disciplinar a ficar satisfeito com pouco, já que havia mais tempos de escassez que de abundância, a suportar o frio e a dor com fortaleza, já que havia mais dias ruins do que bons, mais frio do que calor, e por isso era melhor estar preparado. Menos é melhor do que mais. Exceto pelo
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