Ontem, ao crepúsculo, ele passara pela barreira, arrogante, os documentos falsos perfeitos. Estava um dia atrasado, não era esperado, mas Raiko, no mesmo instante, lhe dera o melhor bangalô disponível. Ao contrário dos outros shishi, o único entre eles, sua família era rica e ele sempre andava com numerosos oban de ouro.
— Uma igreja — repetiu ele, apreciando cada vez mais a idéia. — Eu não teria pensado nisso... deixaríamos uma mensagem, alegando que fora feito por ordem de Yoshi, o
Um pouco de espuma se concentrou nos cantos de sua boa, que ele logo limpou, irritado.
— Yoshi é o arqui-inimigo. Um de nós tem de ir contra ele. Yoshi matou muitos dos nossos guerreiros em Quioto, atirou em alguns pessoalmente. Se eu pudesse emboscá-lo, não hesitaria. Isso também, mais tarde. Portanto, a igreja será incendiada. Ótimo.
Hiraga sentia-se apreensivo, achando Katsumata estranho, diferente. Agora se mostrava impaciente, agindo como se fosse um daimio, e Hiraga um
— Isso converteria toda Iocoama num ninho de vespas. Eu teria de ir embora, o que seria péssimo no momento, já que o meu trabalho é muito importante para a nossa causa. A situação aqui é muito delicada,
— Iedo. — Katsumata fitou-o nos olhos. — O que é mais importante,
—
— Não preciso de citações, Hiraga, mas de ação. Estamos perdendo a luta, Yoshi está vencendo. Só temos uma solução: lançar esses
Não havia como duvidar de sua confiança.
— E o que acontecerá se provocarmos os
— Eles bombardeiam Iedo, o xogunato retalia, atacando Iocoama... e ambos perdem.
— Enquanto isso, todos os daimios correm a apoiar o xogunato, quando os gai-jin voltarem, o que é inevitável.
— Eles não voltariam antes do quarto ou quinto mês, se é que voltarão. Antes disso, teremos os portões e, por sugestão nossa, o imperador terá o maior prazer em entregar o culpado aos
Hiraga, surpreso, murmurou:
— Como assim?
Sua mente transbordava de argumentos contra as suposições de Katsumata convencido de que não aconteceria assim, ao mesmo tempo em que tentava encontrar um meio de desviá-lo, fazê-lo continuar a viagem até Iedo e retornar dentro de um ou dois meses... as coisas iam muito bem aqui, com Taira e Sir
— Afundar um navio de guerra os inflamaria, não é?
Hiraga piscou os olhos, aturdido.
— Como... como nenhuma outra coisa.
— Usamos a igreja como uma manobra diversionária, enquanto afundamos um navio, o maior de todos.
Atordoado, Hiraga observou Katsumata abrir uma mochila. Havia quatro tubos de metal, presos com um fio. E estopins.
— Estes tubos contêm explosivos, pólvora de canhão. Um deles, jogado por uma vigia de bombordo ou preso no casco do navio, abriria um rombo; dois seriam um golpe fatal.