Então por que aumentar seu risco, permitindo os
Não. Nunca. Não a nós, as mulheres. Continuaremos onde estamos agora, sob o domínio do
Seus olhos vislumbraram uma nesga da lua surgindo de uma nuvem avermelhada pelo pôr-do-sol, por um instante incomparável, para ser tragada de novo, o vermelho se tornando marrom, depois ouro, as flamas escurecendo... um momento viva, no seguinte morta.
— Lindo,
— É, sim, Katsumata-san, tão triste, tão bonito... Ah, já trouxeram o chá! Lamento que esteja nos deixando.
— Voltarei em poucos dias. Tem mais alguma notícia de Raiko? Qualque informação adicional sobre os
Meikin serviu-lhe o chá, fazendo uma pausa para admirar as xícaras magníficas.
— Parece que lorde Yoshi teve um encontro com o líder
Ela relatou as informações de
— Além disso, o doutor
—
— Tem razão. Esse doutor deve ser detido. A fonte de Raiko diz que ele volta amanhã, ou no dia seguinte, para ver o
—
— Não. Esta é a melhor parte. Fora das muralhas, no palácio de Zukumura, o idiota, como na última vez.
Katsumata franziu o rosto.
— Muitas opções, Meikin, opções excepcionais. Igual a Utani,
— Não. O chefe
Ela viu os olhos de Katsumata faiscarem e experimentou um repentino medo, sentindo sua violência contida.
— Yoshi e Anjo juntos, aqueles cães fora das muralhas juntos? Puxa, Meikin, mas isso é incrível! — Katsumata tremia de excitamento. — Pode descobrir quando exatamente o doutor chega?
Meikin inclinou-se para a frente, quase tonta de esperança, e murmurou:
— Outro mensageiro é esperado esta noite. Saberei então. Raiko deve compreender como poderia ser uma oportunidade vital para nós, para todos nós, para todos os que têm contas a acertar.
E era mesmo uma oportunidade como nunca surgira antes, se viesse a se concretizar. Katsumata contraiu os olhos.
— Não posso esperar aqui, nem voltar esta noite. Quando foi o outro encontro, em que momento do dia?
— Cedo.
A carranca se aprofundou, depois se dissolveu.
— Meikin, todos os
Ele fez uma reverência, Meikin retribuiu, ambos satisfeitos, por enquanto.
A ponte em Nihonbashi era considerada a primeira etapa da Tokaidô, nos arredores de Iedo, e a estalagem dos Céus Azuis uma entre dezenas, ricas e pobres, espalhadas por todo o distrito. Aquela noite era escura e fria, o céu coberto por sólida camada de nuvens, ainda faltavam horas para a meia-noite. A estalagem ficava numa viela pequena e suja, um dos estabelecimentos mais pobres, um prédio indefinido, de dois andares, quase em ruínas, com as latrinas, cozinhas e uns poucos bangalôs separados de um só cômodo nos jardins, por trás dos muros. Katsumata sentava na varanda de um desses bangalôs, meditando, com uma túnica acolchoada contra o frio, desfrutando o jardim, a única coisa por ali a que se dispensavam cuidados mais meticulosos.
Lanternas coloridas em meio a plantas viçosas, ao longo de um regato, uma ponte, o som suave e tranquilizador da água correndo, o ruído ressonante da caçamba de bambu caindo contra a pedra, ao se encher de água, para se esvaziar, subir, cair de novo, enquanto a água escorresse pela cachoeira em miniatura. Seu silencioso guarda