Katsumata sentia-se contente, seus planos aperfeiçoados: dois
Os dedos acariciaram o punho de uma espada longa em seu colo, apreciaram o contato do couro de primeira qualidade, enquanto ele se imaginava a participar daqueles atos de terrorismo que tirariam
Yoshi e Anjo, por mais tentadores que fossem, não eram tão importantes quanto Iocoama, e por isso os deixaria aos cuidados de outros
Já será suficiente se a emboscada for realizada tão perto do castelo, disse ele a si mesmo, inebriado pela expectativa. Isso e mais Iocoama garantirão
Solene, Katsumata abriu a mão, contemplou a palma. E soltou uma risada. Que absurdo! Mas quantos daqueles jovens costumavam rebuscar seus cérebros em busca de um significado, quando não havia nenhum, Ori em particular, Hiraga também, meus melhores discípulos, futuros líderes, a minha esperança. Mas Ori morreu, e agora Hiraga se tornou maculado, traiçoeiro.
O barulho da caçamba de bambu era confortador. E também o som da água correndo. Seu ser transbordava de vitalidade, planos e idéias, o futuro mais uma vez promissor, sem o menor vestígio de cansaço naquela noite, haveria tempo suficiente para Meikin enviar...
Uma sombra passou pelos arbustos, depois outra, um som tênue por trás, e ele se levantou, a espada na mão, correu para a porta secreta escondida entre as folhagens, mas três homens vestidos de ninja emergiram das sombras, e bloquearam o caminho, as espadas erguidas. No mesmo instante, Katsumata virou-se, correu em outra direção, mas havia outros ninjas ali, povoando todo o jardim, alguns em movimento, outros parados como rocha, esperando que ele se aproximasse. Katsumata desfechou um ataque impetuoso contra um alvo fácil, os quatro homens que se adiantavam pela esquerda, matando um, os outros se evaporando tão depressa quanto haviam surgido. Uma súbita dor ofuscante em seus olhos, de um pó ácido lançado contra o rosto. Em agonia, ele uivou de raiva e arremeteu sem ver contra o inimigo, o frenesi por ser emboscado e enganado proporcionando força maníaca a seus braços e asas aos pés.
A espada encontrou carne, o homem gritou, sem braço, e Katsumata se encolheu, golpeou às cegas de novo, desviou-se para a esquerda e direita, correu para a direita, com fintas sucessivas, enquanto tentava limpar os olhos. Virando-se, golpeando, correndo para um lado e outro, em pânico, esfregando os olhos.
A vista clareou por um instante. Um caminho aberto estendia-se à sua frente, para a cerca e a segurança. Enfurecido, ele saltou para a frente e foi nesse instante que um tremendo golpe atrás da cabeça o atingiu, fazendo-o cambalear. Em desespero, ele virou a espada, a fim de tombar por cima dela, mas outro golpe arremessou-a para longe, quebrando seu braço. Katsumata soltou um grito estridente. E desfaleceu.