— Já não contávamos mais com você, Hiraga — sussurrou o mais jovem.e também o mais excitado. — Daqui, poderemos matá-lo com facilidade.
— Onde estão os samurai
— Mortos. — Seu primo, Akimoto, deu de ombros. Era o mais corpulento, com vinte e quatro anos. — Viemos por caminhos separados, mas eu estava perto deles, e nós três esbarramos com uma patrulha. Ele fez uma pausa, antes de acrescentar, radiante:
— Fugi por um caminho, eles por outro. Vi quando um deles foi atingido por uma flecha e caiu. Nunca imaginei que pudesse correr tão depressa. Vamos esquecê-los. Quando Yoshi vai passar por aqui?
O desapontamento foi profundo quando Hiraga informou que a presa não estava no cortejo.
— O que faremos agora? — indagou um jovem alto e bonito, de dezesseis anos.— Esta emboscada é perfeita... meia dúzia de palanquins do
— Este lugar é bom demais para arriscá-lo sem alguma razão especial — declarou Hiraga. — Vamos embora, um de cada vez. Akimoto, você pri...
O
Houve um imediato reconhecimento do emblema: Nori Anjo, o chefe do Conselho de Anciãos. E uma decisão imediata: “
Com Hiraga à frente, eles correram como um único homem para o ataque, mataram os quatro guardas da frente e avançaram para o palanquim. Em seu excitamento, porém, cometeram um erro de cálculo de poucos segundos, o que permitiu a recuperação dos outros oito guardas, guerreiros experientes. Na confusão frenética, os carregadores berraram de medo, largaram o palanquim e fugiram — os que haviam escapado à violenta ofensiva inicial. Isso proporcionou a Anjo o momento de que precisava para escapulir pela porta aberta no outro lado do palanquim, enquanto a espada de Hiraga passava pela madeira macia e empalava a almofada em que ele estivera um segundo antes.
Praguejando, Hiraga retirou a espada, virou-se ao se descobrir ameaçado pelas costas, matou o homem depois do choque violento de metal contra metal e passou pelo palanquim, atrás de Anjo, que já se levantara, desembainhara sua espada e contava agora com a proteção de três samurai
Agora, eram sete contra seis.
Akimoto desvencilhou-se de sua luta e correu para ajudar Hiraga, que avançava contra Anjo e seus três guardas e estava levando a pior. Com uma finta espetacular, Hiraga forçou um dos guardas a se desequilibrar, matou-o, recuou, correu para o lado, a fim de atrair os outros dois samurai
Foi nesse instante que soou um grito de advertência. Vinte guardas do castelo contornaram a curva no caminho, a cinqüenta metros de distância, e corriam em socorro a Anjo. Uma hesitação mínima de Akimoto deu a um guarda o tempo necessário para aparar o golpe violento que teria matado Anjo, permitindo-lhe fugir na direção dos reforços. Agora, os
Não havia a menor possibilidade de matar Anjo! Nem de superar os oponentes!
— Recuar! — berrou Hiraga.
Como um só homem, a manobra ensaiada muitas vezes, Akimoto e os outros quatro remanescentes desvencilharam-se de seus duelos e correram de volta pelo portão destruído, Hiraga por último... e o jovem bastante ferido, Jozan, cambaleando atrás. Por um instante, os guardas ficaram confusos. Mas logo se recuperaram e partiram em perseguição, juntos com os reforços, enquanto alguns samurai
Akimoto seguiu na frente da retirada desordenada, através do palácio em ruínas, o caminho de fuga definido por vários reconhecimentos. Hiraga era a retaguarda, o inimigo se aproximando. Ao alcançar a primeira barricada, onde Gota esperava em emboscada, para apoiá-lo, Hiraga parou de repente, e os dois partiram para o contra-ataque, golpeando com a maior ferocidade, ferindo mortalmente um homem, obrigando outro a bater em retirada e derrubando um terceiro. Eles tornaram a fugir, no instante seguinte, levando o inimigo cada vez mais pelo labirinto.