— Qual é a sua sugestão, Jamie?
— Não tenho nenhuma, Mal...
— Se o negócio está fechado, então está fechado, e ponto final. Poderíamos interceptar o algodão de alguma forma?
McFay ficara aturdido.
— Um ato de pirataria?
Struan não perdera a calma.
— Se fornecessário. O velho Brock faria isso, já fez várias vezes, no passado. É uma possibilidade, o algodão seguirá todo em seus navios. E a segunda: nossa marinha rompe o bloqueio da União e depois recolhemos todo o algodão que quisermos.
— Seria possível, se declarássemos guerra à União, o que é inadmissível.
— Não concordo. Afinal, devemos nos postar ao lado de Davis, já que o algodão sulista é nosso sangue vital. Só assim eles poderiam vencer; caso contrário, será impossível.
— Tem toda razão. Mas também não podemos esquecer que somos igualmente dependentes do Norte.
— Como podemos tirar os navios de Brock? Deve haver algum meio de romper a corrente. Se ele não puder transferir a carga, está na bancarrota.
— O que Dirk faria?
— Saltaria na jugular — respondeu Malcolm, sem hesitar.
— Então é isso o que temos de descobrir...
Onde, e qual será? Ele perguntou a si mesmo, mais uma vez, estendido na cama, quieto, desejando que o cérebro funcionasse com lucidez naquele problema, e em todos os outros. Angelique? Não, pensarei nela mais tarde... mas já sei que a amo mais e mais, a cada dia que passa.
Graças a Deus que agora posso escrever cartas. Preciso escrever de novo para a mãe; se alguém conhece a jugular, só pode ser ela, já que Tyler Brock é seu pai e Morgan seu irmão. Mas como ela ousou desdenhar a família de Angelique? Devo escrever para o pai de Angelique? A resposta é sim, mas ainda não, haverá tempo suficiente depois.
Há muita correspondência para atualizar, livros a encomendar na Inglaterra, o Natal se aproxima, o baile de caridade do Jóquei Clube, em Hong Kong, tenho de pensar no baile anual da Struan, nas reuniões de hoje: Jamie, pelo menos duas vezes, Seratard esta tarde... o que ele quer? O que mais está planejado para hoje? A visita de Phillip para conversar, logo depois do desjejum... espere um instante... não é hoje. Sir William ordenou ontem que ele voltasse a Iedo, a fim de preparar a legação para o encontro com o Conselho de Anciãos, dentro de vinte dias.
— A reunião vai acontecer mesmo, Sir William? — perguntara ele, quando o ministro o visitara.
Com a esquadra não mais protegendo a legação, e uma ampla atividade de samurai
— Creio que sim, Sr. Struan. Talvez não pontualmente, mas o cerimonial vai se realizar mais ou menos na ocasião marcada, e teremos dado um grande salto para a frente. Se eles efetuarem o primeiro pagamento, de cinco mil libras, conforme o prometido... neste caso, teremos uma boa indicação. Ah, antes que eu me esqueça. Soube que um vapor seu deve partir hoje para Hong Kong. Poderia permitirque um dos meus assistentes e alguma correspondência urgente viajassem nele? Minha esposa e dois filhos são esperados para breve, e tenho de fazer alguns planos.
— Claro. Falarei com McFay. Se quiser um lugar em qualquer dos nossos navios, basta avisar.