— Sinto-me honrada. Obrigada, Sumomo. — Sorrindo, a
O estilete foi guardado de volta na bainha da manga.
— Quando o imperador recuperar todo o seu poder, ELE promoverá a samurais todos aqueles que merecem. Pediremos por você, Hiraga-san, Ori e eu.
Noriko fez outra reverência em agradecimento, adorando a idéia, mas convencida de que se situava além de qualquer possibilidade e de que nunca viveria para ver o inconcebível acontecer: o xogunato Toranaga cessar de existir.
— Em nome de toda a minha linhagem, obrigada. Agora...
— Não, obrigada. Lamento muito, mas Sensei Katsumata fez com que as mulheres em sua turma renunciassem ao s
Noriko observou-a, escondendo seu sorriso.
— Katsumata, o grande senseil Estudou com ele? Shorin nos contou que você sabia usar a espada, a faca e o shuriken. É verdade?
Com surpreendente rapidez, Sumomo enfiou a mão na obi, tirou um shuriken e arremessou o pequeno círculo de aço, com cinco lâminas, muito afiadas, através da sala, cravando-o no centro exato de um poste. Mal se mexera.
— Por favor, onde está Hiraga-san? — indagou ela, gentilmente.
17
IEDO
Naquela noite, hiraga comandou o ataque silencioso, passando por cima da estacada do palácio de um
Em torno da mansão, havia alojamentos, estábulos e aposentos para os criados, onde normalmente deveriam estar instalados quinhentos guerreiros, a família e os criados do
— Não tem importância se tivermos de bater em retirada — explicara Hiraga, ao crepúsculo, quando os outros chegaram a Iedo.— Já é suficiente conseguirmos nos infiltrar tão perto do castelo. O objetivo desta noite é o terror, matar e semear o terror, para fazê-los acreditar que ninguém e nenhum lugar se encontram além do nosso alcance e de nossos espiões. O terror, entrar e sair depressa, com o máximo de surpresa e sem baixas. Esta noite é uma oportunidade excepcional. Ele sorrira, antes de acrescentar: — Quando Anjo e os anciãos cancelaram o sankin-kotai, escavaram a sepultura do xogunato.
— Vamos incendiar o palácio, primo? — perguntara Akimoto, feliz.
— Depois de matar.
— E quem é ele?
— É velho, cabelos grisalhos, baixo e magro, Utani, o ancião
— O
— O próprio. Infelizmente, nunca o vi. Alguém sabe como ele é?
— Acho que posso reconhecê-lo — dissera o jovem de dezoito anos, com uma cicatriz horrível estendendo-se pelo lado do rosto. — É esquelético, como uma galinha doente. Vi-o uma ocasião em Quioto. Quer dizer que esta noite vamos despachar um ancião para o outro mundo, nem... um
Ele sorrira, coçara a cicatriz, um legado da malsucedida tentativa
— Utani não correrá mais para lugar nenhum depois desta noite. É louco por dormir fora das muralhas e deixar que se saiba disso! E sem guardas? Que estúpido!
Joun, de dezessete anos, sempre o cauteloso, comentara:
— Desculpe, Hiraga-san, mas tem certeza de que não é uma armadilha, preparada com uma falsa informação? Yoshi é conhecido como raposa, Anjo é ainda pior. Há altas recompensas por nossas cabeças, não é? Concordo com meu irmão: como Utani pode ser tão estúpido?
— Porque ele tem um encontro secreto. É um pederasta. Todos o fitaram, aturdidos.
— Por que ele haveria de manter isso em segredo?
— O rapaz é um dos íntimos de Anjo.
—
Hiraga dera de ombros.