Alguma coisa a arrancou do sono. As paisagens noturnas se desvaneceram Apreensiva, olhou para a porta, meio esperando vê-lo ali. Mas não o encontrou, ouviu sua respiração, pesada, regular. Recostou-se nos travesseiros e pensou: foi o vento, uma janela batendo.
Cantarolando a polca, com alguma inveja do sucesso de John Marlowe, e convencido de que também poderia se sair tão bem, Phillip Tyrer seguiu quase que dançando até a porta da casa das Três Carpas, na viela pequena e deserta, e bateu com um floreio. Ali, a Yoshiwara parecia adormecida, mas não muito longe, na Main Street, as casas e bares fervilhavam, a noite era jovem, com o barulho de homens rindo, cantos roucos, os acordes ocasionais de uma
A grade da porta foi aberta.
— O que é?
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A grade foi fechada. Enquanto esperava, Tyrer tamborilou com os dedos na madeira antiga. Passara todo o tempo no dia de ontem e na noite anterior com Sir William, explicando sobre Nakama e a legação, providenciando um
Sir William acabara concordando que “Nakama” podia ser um samurai — filhos de famílias samurai
Tyrer chamara Nakama e explicou-lhe o que Sir William determinara. Àquela altura, sentia-se cansado demais para Fujiko.
Agora, Nakama, preciso mandar uma mensagem, e quero que você a entregue. Por favor, escreva os caracteres para: “Por favor, arrume...”
— Arrume, por favor?
— Significa marcar. “Por favor, marque um encontro para mim, amanhã à noite, com...” Deixe o espaço em branco para o nome.
Hiraga não demorara muito a entender o que Tyrer queria dele e por quê. Em desespero, Tyrer acabara dando o nome de Fujiko e da Casa das Três Carpas.
— Ah. Três Carpas? — dissera Hiraga. —
— Isso mesmo, por favor.
Nakama lhe mostrara como escrever os caracteres e Tyrer os copiara; muito satisfeito consigo, assinara a mensagem e agora se encontrava à porta.
— Vamos logo, depressa — murmurou ele, sentindo-se ansioso, muito capaz.
A grade na porta foi logo aberta de novo por Raiko.
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Seguiu-se um fluxo de japonês que ele não entendeu, à exceção do nome Fujiko, repetido várias vezes, e o final:
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— Como? Ahn...
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Mais uma vez, Tyrer não entendeu tudo. Absorveu a essência. Desolado, compreendeu que Fujiko não se encontrava, mas não o motivo de sua ausência.
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