— Se o capitão os apanhar “passeando” pelas moitas por aqui, terão mais que um arco-íris azul e receberão outro tipo de carícias!
Mais uma vez, os dois jovens fingiram rir. Sem pressa, continuaram a andar, ignorando gritos mais estridentes para que parassem. O sargento acabou berrando:
— Vocês dois, venham até aqui imediatamente!
Eles fitaram-no por um momento, murmurando queixosos que não havia mal nenhum no que faziam. Saigo e os outros, aproveitando a manobra diversionária, deslocaram-se para as posições finais. Tensos no excitamento de não terem sido notados, descansaram por um segundo, sabendo que aquela diversão estava quase encerrada. O pio de ave noturna que Saigo emitiu desta vez foi bastante alto para alcançar os dois jovens.
Sem hesitação, eles fingiram rir e saíram correndo, joviais, para longe dos guardas, de mãos dadas, como se estivessem empenhados numa brincadeira. Passaram por um ponto de luz, o que permitiu que fossem vistos com clareza, pela primeira vez. Com um grito de raiva, o sargento e quatro homens partiram em seu encalço. Sentinelas no portão principal esquadrinharam a escuridão, para descobrir o que estava acontecendo, e os guardas ao longo da sebe, que podiam ver a cena, gritaram para outros, todos entrando em alerta.
Os dois
Enfurecido, o sargento deu um passo à frente. O jovem diante dele se preparou. A mão direita entrou pela manga, saiu com um shuriken e, antes que o sargento pudesse se esquivar, o círculo de aço de cinco pontas cravou-se em sua garganta. Ele caiu, sufocado no próprio sangue a borbulhar. Os dois
Um dos jovens recebeu um golpe de espada na parte inferior das costas e soltou um grito, ferido gravemente, mas não o suficiente para uma morte imediata. O outro virou-se para ajudá-lo e, nesse instante, sofreu um golpe fatal, caindo no chão, agonizante.
—
Transtornado, o outro ouviu-o, fez uma última e impotente tentativa de se atracar com um atacante e depois, abruptamente, virou a ponta de sua espada para si mesmo e tombou por cima.
— Chamem o capitão! — ofegou um samurai, o sangue escorrendo de um corte de espada no braço.
Outro samurai saiu correndo, enquanto os demais se agrupavam em torno dos corpos, o sargento ainda a gotejar sangue, embora morresse depressa.
— Nada podemos fazer por ele. Nunca vi um shuriken ser lançado tão depressa.
Alguém virou os dois corpos de barriga para cima.
— Olhem só, poemas de morte! São
—
— É loucura dizer em voz alta — advertiu-o um
— Esses cães sem mãe sabiam a senha! Há um traidor aqui!
Todos se entreolharam, ainda mais nervosos. À direita, o pessoal da cozinha estava paralisado, sem saber o que acontecia. Muitos samurai
Saigo fez outro sinal. Seus dois guerreiros mais fortes deixaram as moitas na extrema direita e correram para o canto sudeste. Foram avistados quase que no mesmo instante. Praguejando, os dois samurai
A esta altura, toda a atenção se concentrava naqueles dois. Os guardas perto da entrada e no outro lado do complexo do xógum, ainda sem saber exatamente o que acontecia, exceto que havia dois