Ela datara e assinara, Angelique Struan, Iocoama. Havia um P.S.:
Edward Gornt lacrou o envelope, pensativo. Guardou-o no bolso, levantou seu copo.
— Uma vida longa... e quero dizer que é uma mulher extraordinária, mas muito extraordinária.
— Como assim?
— Não pede nada, dá tudo — comentou ele, com genuína admiração.
Mas não acrescentou: E não menciona os trinta dias, o prazo em que as duas, como mulheres, pensarão acima de tudo... pois se estiver esperando uma criança de Malcolm, o império Struan se tornará em grande parte seu, quer seja menino ou menina, embora um filho seria perfeito! E mesmo que não esteja esperando uma criança, uma reivindicação imodesta à fortuna dos Struans também seria procedente e incontestável. Seja como for, você ainda vai casar comigo!
— É uma grande mulher — acrescentou ele, calmamente. — Espero que me permita partilhar uma amizade eterna.
Ele se levantou, beijou a mão de Angelique, num gesto galante, que não se prolongou além do necessário.
Sozinha outra vez, Angelique balançou a cabeça para si mesma, contente, depois serviu vinho no copo de Gornt... havia outros copos ao seu fácil alcance mas ela escolheu o dele de propósito, tomou um gole, com um prazer adicional. Ergueu o copo na direção do mar e murmurou:
— Vá com Deus,
Outro gole. E ela sorriu.
— Phillip!
— Pois não, Sir William?
— Leve isto. Já aprontou o resto dos nossos despachos?
— Já, sim, senhor. Tirei cópias extras das duas audiências, dos atestados de óbito etcetera. Pegarei no cofre o seu “particular e confidencial” para o governador, e isso é tudo. Será melhor eu levá-los pessoalmente para o
— Tem razão, é o mais sensato. Tenho mais uma carta. Dê-me alguns minutos.
Cansado de tanto escrever e da tensão dos últimos dias, consciente do perigo a que Iocoama se achava exposta, Sir William ignorou a dor de cabeça, pensou por um momento, certificou-se de que a pena estava limpa, escolheu o papel com o cabeçalho mais oficial, e escreveu: