A carta continuava assim por páginas, com todos os tipos de notícias que ela achava interessantes, e eram mesmo. O que era maravilhoso para Phillip, permindo-lhe manter-se em contato com as coisas de sua terra. Nas entrelinhas, porém, ele lera que a doença do pai não era tão fácil assim. E sua ansiedade aumentara. Por tudo o que sei, ele pode já estar morto, pensou Phillip, na maior preocupação.
Parado ali, no passeio, sob a chuva, ele sentiu repentina pontada de dor se irradiar do estômago. O suor molhou sua testa, mas talvez fosse a chuva, não sabia com certeza, só tinha certeza de que estava febril. Talvez eu tenha contraído alguma coisa... a sífilis ou algo parecido! Oh, Deus, talvez Babcott esteja enganado, e não seja apenas o fardo do homem branco... alguma doença corriqueira, um pouco de catarro. Oh, Deus, embora André tenha jurado por tudo o que é sagrado, e Raiko também, que Fujiko era mais pura do que pura, talvez ela não seja!
— Ora, Phillip, pelo amor de Deus, pare com isso! — dissera Babcott naquela manhã. — Você não tem sífilis, apenas comeu ou bebeu alguma coisa ruim. Tome um pouco da tintura do Dr. Collis. Isso vai curá-lo até amanhã... e se não curar, não precisa se preocupar, nós lhe providenciaremos um bom enterro. Quantas vezes tenho de lhe dizer para só beber água fervida ou chá?
Ele enxugou a testa, a claridade se desvanecendo, mas o vento sem amainar. Sentia-se melhor, sem dúvida, do que durante a noite, quando evacuara sem parar. Se não fosse por Babcott, ou pela magia de Collis, eu teria perdido o funeral... não, não o funeral, a partida do corpo de Malcolm. Que coisa terrível! Pobre coitado! Pobre Angelique! O que acontecerá agora?, especulou ele, perturbado, desviando os olhos de Angelique e se encaminhando apressado para a legação.