Sua raiva se achava a pique de irromper, pois nunca poderia atacar sozinho, e precisava daqueles dois, ou de outros homens, e nada seria realizado sem um consenso. Se alguém tivesse de ir, só poderia ser ele. Tal pensamento não o desagradou, pois não gostava daquele lugar, não havia muitos pontos de fuga, nem esconderijos suficientes... só se sentia seguro em Quioto, Osaca ou Iedo, e também em sua terra natal, Kagashima. Ah, seria ótimo rever os amigos e a família. Mas eles devem esperar, pensou Katsumata, endurecendo seu coração: “
— Katsumata-sama? — Era Raiko. — Tenho uma criada comigo.
— Por favor, entre.
Eles relaxaram. Raiko entrou, fez uma reverência, a criada também, e eles retribuíram.
— Conte tudo, Tsuki-chan — disse Raiko à criada.
— Fui à casa do
— Ótimo. Ele foi espancado e arrastado? — perguntou Katsumata.
— Não, lorde, nenhuma das duas coisas.
— Tem certeza que ele não foi espancado?
— O
Hiraga comentou, sombrio:
— Foi isso que ele disse na aldeia. O que mais o
— O
— Obrigada, Tsuki-chan — disse Raiko, dispensando-a em seguida.
— Se ele não foi espancado — murmurou Katsumata —, não seria porque deu a informação que eles queriam, e o puseram na prisão para protegê-lo de você?
— Não — respondeu Hiraga. — Ele não diria coisa alguma.
A mente de Hiraga divagava: quem seria o traidor? Seus olhos fixaram-se em Raiko, que estava dizendo:
— Talvez eu possa descobrir. Um cliente
André entrou na sala com um sorriso forçado.
— Boa noite, Raiko-san — disse ele, repugnado com a própria fraqueza. Ela cumprimentou-o com frieza, ofereceu chá. Depois de tomado o chá, André lhe entregou a bolsinha com as moedas.
— Aqui outro pagamento, sinto muito não tudo, mas bastante no momento. Quer falar comigo?
— Esperar um pouco é polido,
— Prometo mais em um ou dois dias.
— Lamento que seus pagamentos estejam tão atrasados.
André hesitou, mas acabou tirando o anel de sinete de ouro.
— Tome aqui.
— Não quero isso. Devo liberar Hinodeh, permitir que ela vá embora, depois você...
— Não! Por favor, não... escute, tenho informações...
André não se sentia bem, tanto por causa da recepção fria de Raiko, como por causa de uma enxaqueca adquirida durante a reunião com Angelique, Que se recusou a desaparecer. E por causa de Angelique. E porque Tess Struan não viera no
Angelique ainda é a única chance que você tem, seu cérebro continuava a martelar. Seratard tornara a consultar Ketterer, Sir William e até mesmo Skye, sobre a validade do casamento. Todos estavam convencidos de que resistiria num tribunal.
— Mas em Hong Kong? Não tenho a mesma certeza — comentara Ketterer, desdenhoso.
Os outros haviam dito a mesma coisa, com palavras diferentes, em graus diferentes... exceto Sir William.
— Há muitos desonestos ali, os juizes não são iguais aos de Londres... são coloniais, há muita corrupção, muita fraude. Uns poucos taéis de prata... e não podemos esquecer que a Struan é a Casa Nobre...
Raiko inclinou-se para André.
— Informações,
— Isso mesmo. — Era agora ou nunca com Raiko... e Hinodeh. —Especiais. Segredos sobre a reunião secreta de Yoshi com os
—
— Então Hiraga amigo seu?