Koiko o assediava desde aquele dia sinistro. A delicadeza de seu pescoço, mal sentindo o golpe, depois se afastando apressado, sem acender sua pira fúnebre, as noites piores que os dias. Solitário ao deitar, com frio, mas sem o desejo do corpo de uma mulher, ou de socorro, todas as ilusões perdidas. Depois da traição de Koiko, permitindo o acesso a seus aposentos da mulher-dragão Sumomo... nenhuma desculpa era aceitável para isso, absolutamente nenhuma, ele disse a si mesmo de novo, absolutamente nenhuma. Ela devia saber sobre Sumomo. Não há desculpa, não há perdão, nem mesmo o seu sacrifício, como ele acreditava agora, de se adiantar para receber o
Yoshi não sentia nenhuma alegria genuína, nem mesmo por sua vitória sobre os
Não importa. Anjo, doente ou não, vai me escutar mais agora, os outros tombem escutarão, e concordarão com minhas propostas. Por que não? Os
E o próprio Ogama não saberia de tudo, apenas a parte para manipular a princesa e levá-la ao divórcio, por “solicitação” imperial. Ogama cuidaria para que ela não interferisse, até que fosse neutralizada em caráter permanente, contente em viver para sempre nas areias movediças palacianas, de competições de poesia, misticismo e outros cerimoniais temporais. E teria um novo marido. Ogama.
Não, não Ogama, pensou, cínico e divertido, embora eu vá propor a união. Não, um outro, alguém com quem ela se contente... o príncipe a quem foi outrora prometida e a quem ainda adora. Ogama será um excelente aliado. Sob muitos aspectos. Até seguir para o outro mundo.
Enquanto isso, não há necessidade de partilhar uma verdade imortal que descobri sobre os
Ele sorriu para si mesmo, adorando segredos, sonhando com mil maneiras de usar o tempo dos
Enquanto isso, ainda tenho os nossos portões, embora os homens de Ogama controlem meus homens que guardam os portões. Isso não importa. Muito em breve os possuiremos por completo e prevaleceremos sobre o filho do céu. Viverei para testemunhar isso? Se viver, testemunharei; se não viver, não testemunharei.
A risada de Koiko provocou um calafrio por sua espinha. Ah, Tora-chan, você e o karma! Surpreso, Yoshi olhou ao redor. Não era ela. A risada vinha do corredor, misturada com vozes.
— Sire?
— Entre — disse ele, reconhecendo Abeh.
Abeh entrou, deixando os outros lá fora. Os guardas relaxaram. Abeh era acompanhado por uma das criadas, uma mulher jovial, de meia-idade, carregando uma bandeja, com chá fresco. Ambos se ajoelharam, fizeram uma reverência.
— Ponha a bandeja na mesa — ordenou Yoshi.
A criada obedeceu, sorrindo. Abeh continuou ajoelhado, perto da porta. Eram as novas ordens: ninguém podia se aproximar a menos de dois metros sem permissão.
— Do que estava rindo?
Para surpresa de Yoshi, ela disse, efusiva:
— Do gigante