Experimentando agora, Ako chegara mais perto, acariciara o peito de Tyrer, e depois baixara a mão. Tivera de fazer um tremendo esforço para não soltar uma risada, quando o homem reagira com um sobressalto de pavor. Levara um longo momento para se controlar, antes de murmurar:
— Taira-san?
— Ahn... hai, Ako-san?
Ela pegara a mão de Tyrer, enfiara por dentro da
Ah, uma recompensa mínima: o nome dele sussurrado, em tom gutural, e os lábios do homem beijando seu pescoço. Ela relaxara, encostara os lábios no mamilo de Tyrer. Agora, é apenas uma questão de tempo para explodir sua virgindade para o céu, e depois poderei pedir um
Sem nada para fazer, Tyrer observava os samurai
E depois... Ela.
Fujiko. Na noite antes da última.
Sentiu que endurecia, e ajeitou essa parte do corpo de maneira mais confortável, sabendo que agora se encontrava inexoravelmente enleado naquele mundo, o mundo flutuante, onde a vida era apenas para o momento, como André lhe dissera, para o prazer, à deriva, sem qualquer preocupação, como uma flor na correnteza de um rio sereno.
— Nem sempre é calmo assim, Phillip. Como Fujiko é?
— Ahn... quer dizer que não a conhece? Nunca a viu?
— Não. Só fui informado por Raiko-san de que era o tipo de garota que você poderia apreciar, com ênfase no “dicionário de cama”. Como ela foi?
Tyrer soltara uma risada, para encobrir seu profundo constrangimento e inquietação, diante de uma pergunta tão pessoal, tão direta. Mas André lhe proporcionara tanto que ele resolvera ser “francês”, absolutamente franco. Por isso, pusera de lado as apreensões, o sentimento arraigado de que um cavalheiro não deveria discutir nem revelar tais informações pessoais.
— Ela... é mais jovem do que eu, pequena, talvez mesmo diminuta, não é bonita, não em nossos termos, mas espantosamente atraente. Creio que a entendi dizer que era nova ali.
— Estou querendo saber como ela foi na cama. Melhor do que as outras?
— Hum... não há como comparar.
— Ela foi mais vigorosa? Mais sensual?
— Hum.. .foi, sim. Vestida ou despida, incrível. Especial. Mais uma vez, devo dizer que não tenho palavras para agradecer por tudo o que fez por mim.
—
— É verdade. Na próxima vez... na próxima vez você vai conhecê-la.
—
— Eu tinha esquecido — murmurara Tyrer, escondendo a verdade.
— Mesmo que se torne teúda e manteúda, ela ainda pode ter um amante secreto. Quem pode saber?
— Tem razão. Mais angústia.
— Não se apaixone, meu amigo, não por uma cortesã. Considere-as pelo que são, mulheres do prazer. Desfrute-as, goste delas, mas não as ame... e nunca deixe que se apaixonem por você...
Tyrer estremecera, odiando a verdade, odiando a idéia de Fujiko ir para acama com outro homem, como fizera com ele, odiando que fosse por dinheiro, odiando a ânsia que sentia entre as pernas. Por Deus, ela era mesmo especial, adorável, uma doce tagarela, gentil, tão jovem, há bem pouco tempo na casa. Devo sustentá-la? Não devo, mas posso? Tenho certeza que André montou uma casa, com sua amiga especial, embora nada comente a respeito, nem eu perguntaria. Oh, Deus, quanto custaria? Só pode ser mais do que tenho condições de gastar...
Não pense sobre isso agora! Nem nela.