Ela segurava uma toalha. Estranhamente letárgico, ele saíra do banho, os músculos entorpecidos pela água, e deixara que a mulher o enxugasse. Mais uma vez, cuidara ele próprio das partes especiais, fazendo-o com mais descontração agora. Um pente para seus cabelos. Uma
Outra vez o pânico o dominara. Trêmulo, forçara-se a deitar. Ela o cobrira puxara a outra colcha e tomara a se retirar.
O coração de Tyrer batia forte, mas a sensação de deitar era maravilhosa, colchão macio e imaculado, com um cheiro agradável, e ele se sentira mais limpo do que em qualquer outra ocasião em muitos anos. Logo ficara mais calmo depois o
—
— Konbanwa, Ako-san. Watashi wa Phillip Tyrer desu. Ela franzira o rosto.
— F... urri... f.
Tentara dizer Phillip várias vezes, mas não conseguira, soltara uma risada alegre, murmurara alguma coisa que ele não entendera, concluindo com Taira-san.
Tyrer sentara, observando-a, o coração batendo forte, desamparado, sem sentir qualquer atração pela moça, que apontara para o outro lado da cama.
— Dozo? Posso, por favor?
— Dozo.
À luz de vela, ele não podia vê-la com nitidez, apenas o suficiente para saber que era jovem, fazer uma estimativa sobre sua idade, constatar que o rosto era liso, branco de pó-de-arroz, dentes brancos, lábios vermelhos, cabelos lustrosos, nariz quase aquilino, os olhos formando estreitas elipses, o sorriso gentil. Ela se metera na cama, acomodara-se, virara-se para observá-lo. Esperando. A timidez e inexperiência paralisavam Tyrer.
Por Deus, como vou explicar a ela que não a quero, não quero ninguém agora, que não posso, sei que não posso, nem vou tentar, não esta noite, não conseguiria, seria uma desgraça para mini, e também para André... André! Como poderei lhe explicar? Serei o alvo dos risos de todo mundo, oh, Deus, por que concordei?
A moça estendera a mão, tocara em seu rosto. Involuntariamente, ele estremecera.
Ako sussurrara ternas palavras de encorajamento, mas por dentro sorria, sabendo o que esperar daquele menino-homem, bem preparada por Raiko-san:
— Ako, esta noite é um raro momento em sua vida, e deve se lembrar de cada detalhe para nos regalar à primeira refeição. Seu cliente é um amigo do Francês, e único em nosso mundo... pois ele é virgem. O Francês diz que ele é tão tímido que você nem vai acreditar, que ficará assustado, provavelmente vai chorar quando sua honorável arma falhar, pode até molhar a cama, em seu excitamento frustrado, mas não se preocupe, minha cara Ako, o Francês me assegura que você pode lidar com ele à maneira normal, e que não precisa se preocupar com nada.
— Acho que jamais serei capaz de compreender os
— Nem eu. Não resta a menor dúvida de que são esquisitos, uns bárbaros mas felizmente a maioria tem bastante dinheiro; e já que é o nosso destino estar aqui, devemos tirar o máximo de proveito. Muito importante, o Francês diz que este homem aqui é um inglês num alto cargo, um cliente a longo prazo em potencial, e por isso você deve fazê-lo experimentar as nuvens e a chuva, de um jeito ou de outro, mesmo que... mesmo que tenha de usar o supremo.
— Ohko!
— A honra da casa está em jogo.
— Eu compreendo. Neste caso... De alguma forma, haverei de conseguir.
— Tenho toda confiança em você, Ako-chan. Afinal, tem quase trinta anos de experiência no mundo do salgueiro.
— Acha que ele é parecido com o Francês em seus gostos?
— Quer saber se ele gosta que sua parte posterior seja acariciada e, de vez em quando, as Pérolas do Prazer? Talvez você deva estar preparada, mas perguntei diretamente ao Francês se o jovem tinha propensão para gostar de homens e ele me garantiu que não. É curioso que o Francês tenha escolhido nossa casa para iniciar um amigo, em vez das outras que ele agora freqüenta.
— A casa nunca foi culpada. Por favor, não pense mais nisso, Raiko-chan. Sinto-me honrada por ter sido escolhida, e farei tudo o que for necessário.
— Sei disso. Quando se pensa que os talos fumegantes dos