O primeiro momento em que os dois vigias perceberam o perigo foi quando uma das choupanas, quase no final da viela, lamacenta da chuva, irrompeu em chamas, aos gritos abafados de alarme dos ocupantes e vizinhos próximos. No mesmo instante, esses homens e mulheres — todos infiltrados em segredo pelo
A força principal surgiu da noite para cercar toda aquela área de habitações miseráveis. A maioria dos homens era de Ogama, a seu pedido. Yoshi concordara, dizendo que enviaria uma tropa simbólica, de homens escolhidos a dedo, sob o comando de Akeda.
Num instante, muitos dos atacantes acenderam tochas, que iluminaram parcialmente a cabana que era o alvo principal, por trás e pela frente. Uma saraivada de flechas penetrou por todas as aberturas e pontos fracos. Depois, num movimento inesperado, os quatro homens de Yoshi armados com fuzis ocuparam suas posições, dois atrás do conjunto de cabanas, dois na frente, e dispararam várias rajadas, através das paredes de papel.
Por um momento, houve um silêncio atordoado — samurai
O capitão de Ogama que liderava o ataque não deu a menor atenção a esse perigo, que ameaçava apenas os habitantes. Ordenou a primeira onda de ataque, ignorando o conselho de Yoshi para atear fogo às cabanas, e deixar que seus homens com rifles liquidassem os
Uma ordem de Akeda. Seus homens com tochas aproximaram-se correndo das cabanas e as arremessaram nos telhados e através das paredes de
Protegidos por guardas pessoais, Ogama e Yoshi observavam de um posto de comando, longe do fogo e do combate. Ambos usavam armaduras e espadas; Yoshi tinha seu fuzil pendurado no ombro. Havia alguns representantes do
— Aquele é Katsumata? — gritou Ogama.
Suas palavras foram abafadas no momento em que Yoshi, sem a menor hesitação, mirou o fuzil, atirou, tornou a carregar, disparou de novo. O homem caiu, gritando. Ogama e todos ao redor recuaram, pois não esperavam que Yoshi se envolvesse pessoalmente. Sem pressa, Yoshi apontou mais uma vez para o homem, que se contorcia na lama, impotente. Abala arremessou o corpo para trás. Um uivo final e torturado e o homem ficou inerte.
— Não é Katsumata — murmurou Yoshi, desapontado.
Ogama soltou uma imprecação, pois sua visão noturna não era muito boa. Desviou os olhos do corpo para fixá-los no fuzil, folgado nas mãos de Yoshi, reprimindo um tremor.
— Usa isso muito bem.
— É fácil aprender, Ogama-dono, bastante fácil. — Com uma despreocupação cuidadosa, Yoshi pôs outra bala na culatra, convencido de que aquele era o primeiro fuzil que Ogama via. Trouxera os homens com os fuzis deliberadamente, para impressioná-lo, mantê-lo hesitante, fazer com que se tomasse mais cauteloso em qualquer tentativa de assassinato. — Matar assim é repulsivo, covarde, desonroso.
— É mesmo. Posso examinar a arma, por favor?